Versículo base: "Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem!" (Is 1.16d-17a)
Há um ditado popular que diz: "Muito ajuda, quem não atrapalha"
Modo de pensar bem próprio de nossos dias. Vivemos a "pós-modernidade", um momento filosófico que coloca o indivíduo como figura central de sua vida: seus interesses, sua ascensão, seu bem-estar, sua carreira, sua realização, sua felicidade...
Desta maneira, e não poderia ser diferente, nossa vida se transformou em uma correria; estamos sempre perseguindo objetivos que nos proporcionem todos e quantos benefícios sejam possíveis para nos satisfazermos plenamente, e é claro, nunca conseguimos; mas, vivemos sempre correndo de um lado para o outro, e não temos tempo para quase mais nada, que não gire em torno desses interesses, ou seja de nós mesmos.
Neste contexto, onde até a família, muitas vezes é colocada em segundo plano, a máxima da justificativa é sempre: "Eu bem que gostaria, mas não tenho tempo"; "Como é que alguém ainda tem a coragem de vir me falar em "ajudar outras pessoas", será que não percebe, que não tenho tempo nem pra me coçar? Gostaria que meu dia tivesse mais de 24 horas!"
E caímos num erro ainda mais grave, o de achar: "Bom! Pelo menos, não estou atrapalhando, já que não posso ajudar".
Interessante, é que quando olhamos para a exortação que Isaías faz, percebemos que não existe um meio termo ou uma posição neutra; "Parem de fazer o mal, e aprendam a fazer o bem", deixa claro que ou fazemos uma coisa ou fazemos a outra.
Isto se torna mais claro ainda, quando olhamos para o texto de Mateus, quando Jesus fala aos seus discípulos sobre o final dos tempos e lhes dá uma série de esclarecimentos sobre os sinais, os fatos que antecederão, o tempo em que se dará, e principalmente, sobre como deve ser o procedimento de todos os que almejam entrar no "Reino dos céus".
No trecho destacado hoje, Jesus fala da SuA segunda vinda e do julgamento das nações (v. 31, 32).
Note que o critério de escolha entre os que herdarão o Reino e receberão a vida eterna, sendo inclusive chamados de "Benditos de meu Pai"(v.34), e de "justos"(v.37) e os que não herdarão o Reino e receberão o castigo eterno(v.46), sendo chamados de "Malditos"(v.41), justamente, é o socorro ou a assistência prestada ao próximo.
Jesus também deixa muito claro que a condenação se deu, não pelo fato de se ter feito alguma maldade diretamente as pessoas, mas que a simples omissão de fazer o bem, já se caracterizava em fazer o mal: "O que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também, a mim deixaram de fazê-lo" (v.45b).
Deixar de dar assistência, ou seja o ignorar os necessitados, representados neste exemplo como as pessoas que tiveram fome e sede ou os que precisaram de roupas, os estrangeiros que precisavam de abrigo, os enfermos que necessitaram de cuidados ou os prisioneiros que careciam ser visitados , e não foram, foi o motivo da terrível condenação do versículo abaixo:
"Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda:'Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos...'(v.41)"
"Amar o próximo como a nós mesmos" é uma órdem, que devemos obedecer; quando deixamos de obedecê-la, certamente escolhemos o outro lado, o da condenação, porque só existem dois lados: o da direita, o dos benditos e justos e o da esquerda, o dos malditos; posição central, só em futebol. (Pesado né? Mas, verdadeiro!)
Portanto, que fique bem claro par nós: só existem duas escolhas, dois lados, dois finais!
"E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (v.46)
Que Deus nos ajude a fazermos a nossa parte! Bjos!