Versículo base: "Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro" (Sl 40.2).
Esta carta de Paulo a Tito, considerada uma das três cartas pastorais de Paulo, sendo as outras duas endereçadas a Timóteo, foi escrita quando Tito encontrava-se em Creta, a quarta maior ilha do Mediterrâneo; nos tempos do NT a vida em Creta podia ser definida por uma degradação notável , e um nível moral deplorável. A desonestidade, a glutonaria e a preguiça dos seus habitantes eram conhecidas, chegando a ser citada por um de seus principais poetas, Epimênides, tido em alta estima pelos cretenses; No cap.I, vers.12, Paulo refere-se a ele, como "um de seus profetas", pois várias predições atribuídas a este, haviam se cumprido, sendo dele a citação: "Cretenses, sempre mentirosos, feras malignas, glutões preguiçosos", constante do mesmo versículo.
Pensando neste contexto, podemos compreender o porquê da preocupação de Paulo, ao instruir Tito a respeito de condutas a serem ensinadas e advertências que deveriam ser feitas aos
crentes recém-convertidos , pois foi para isto que Paulo o deixara em Creta. (Tt 1.5)
Após várias instruções, dadas a vários tipos de grupos, desde presbíteros, homens e mulheres dos mais velhos aos mais jovens, escravos, e outros, Paulo, já no fim do capítulo 2, e início do capítulo 3 , texto o qual destacamos hoje, começa a falar da mudança de procedimentos que deveria acontecer na vida daqueles que foram alcançados pela "graça salvadora" (2.11), e pelo "lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" que havia sido derramado sobre eles. (3.5,6)
Olhando para o contexto cultural no qual estavam inseridos, podemos entender com exatidão, a palavra usada por Paulo, quando se refere a regeneração que significa: o que foi gerado novamente, reformado, formado de novo, corrigido, o conserto do que estava destruído ou avariado;
Em outras palavras, peço permissão para nos incluirmos nas palavras de Paulo, como ele também o fez, ao descrever o estado em que nos encontrávamos:
"Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo detestáveis e odiando uns aos outros" (3.3)
Reconhecendo ser este o nosso estado anterior, podemos nos incluir também nos versículos que se seguem e nos sentirmos gratos, pois "quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador;(3.4-6). "Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo, um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras." (2.14)
O que devemos fazer então, com esta graça recebida?
Nós os que cremos em Deus, nos empenharmos na prática de boas obras, pois tais coisas são excelentes e úteis aos homens, conforme encerra o versículo 8 deste texto.
Bjos, graça e paz a todos, por Cristo nosso Senhor!
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